Pesquisas

Associativismo no Brasil contemporâneo: dimensões institucionais e individuais

Pesquisa de Lígia Helena Hahn Lüchmann, Carla Almeida e Luana do Rocio Taborda. O trabalho analisa permanências e mudanças nos padrões de participação associativa no Brasil a partir de duas unidades de análise: a dimensão referente ao volume e às características do tecido associativo, e a dimensão do engajamento dos indivíduos em associações. A primeira explora a evolução recente do associativismo no país, que é medido pelo número, pelo perfil e pela área de atuação das associações. A segunda considera essa evolução da participação no âmbito do engajamento individual, tomando-se o número de pessoas que alega participar de associações. Para tanto, o trabalho está embasado em dados de pesquisas de opinião pública do projeto World Values Survey e nos estudos sobre Fundações Privadas e Associações Sem Fins Lucrativos no Brasil (FASFIL)/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sobre o Perfil das Organizações da Sociedade civil do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Palavras-chave: Associativismo; Sociedade Civil; Participação Política; Engajamento Associativo; Democracia

Link para PDF: https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/2175-7984.2018v17n40p307/38993

Breve apresentação:
Desde o período da redemocratização, o Brasil assistiu um contínuo crescimento do número de organizações da sociedade civil. Nesse processo, verificamos também que houve uma pluralização desse universo no país, com o aumento do número de associações voltadas à defesa dos direitos de minorias. Isso se deveu sobretudo ao quadro de maior porosidade do Estado para a participação da sociedade civil. Entretanto, nosso trabalho constata que esse crescimento não foi acompanhado pelo aumento do número de pessoas que afirmam participar de alguma associação no país. O estudo levanta algumas explicações para esse descompasso.

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