Pesquisas

Desde o período da redemocratização, o Brasil assistiu um contínuo crescimento do número de organizações da sociedade civil. Nesse processo, verificamos também que houve uma pluralização desse universo no país, com o aumento do número de associações voltadas à defesa dos direitos de minorias. Isso se deveu sobretudo ao quadro de maior porosidade do Estado para a participação da sociedade civil. Entretanto, nosso trabalho constata que esse crescimento não foi acompanhado pelo aumento do número de pessoas que afirmam participar de alguma associação no país. No seu estudo, Lígia Helena Hahn Lüchmann (UFSC), Carla Almeida (UEM) e Luana do Rocio Taborda (UFSC) levantam algumas explicações para esse descompasso.  

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Os artigos são produtos de pesquisas desenvolvidas desde 2016 pelo Núcleo de Estudos em Movimentos e Práticas Sociais (NEMPS) do Departamento de Serviço Social e Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFES. Estas pesquisas tem buscado compreender as novas modalidades de organização, comunicação e mobilização dos movimentos sociais no Brasil e seus impactos sobre as instituições democráticas do país, em particular sobre as instituições destinadas a assegurar a participação popular na gestão de políticas públicas.

Pesquisa de Lígia Helena Hahn Lüchmann, Carla Almeida e Luana do Rocio Taborda. O trabalho analisa permanências e mudanças nos padrões de participação associativa no Brasil a partir de duas unidades de análise: a dimensão referente ao volume e às características do tecido associativo, e a dimensão do engajamento dos indivíduos em associações. A primeira explora a evolução recente do associativismo no país, que é medido pelo número, pelo perfil e pela área de atuação das associações. A segunda considera essa evolução da participação no âmbito do engajamento individual, tomando-se o número de pessoas que alega participar de associações.

Como um dos desdobramentos da sua tese de doutorado (em andamento), Heber Rocha escreveu um artigo sobre a formação do campo de políticas públicas de juventude. O argumento é que foi formada na década de 1990 uma rede de atores da sociedade civil, com papel proeminente dos pesquisadores das universidades públicas, e que essa articulação foi central para pautar o desenho da política nacional de juventude, instituída em 2005. 


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